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Saúde e Proteção

Sete passos para evitar acidentes domésticos com as criançasVocê sabia que os acidentes representam a principal causa de morte em crianças de 1 a 14 anos no Brasil? Todos os anos, por causa desse problema, quase 4 mil mortes e 120 mil hospitalizações são registradas no País nessa faixa etária, segundo dados do Ministério da Saúde. E mais: cerca de 90% desses acidentes poderiam ser evitados a partir de medidas preventivas. Afinal, muitas dessas ocorrências se dão na própria casa da família, lugar onde a criança deveria ter liberdade para circular, explorar e se desenvolver com segurança.Então, vale a reflexão: como equilibrar a necessidade de autonomia das crianças com o risco de exposição a situações de risco? Em primeiro lugar, é importante lembrar que o ambiente precisa estar preparado para a chegada de uma criança com curiosidade aguçada e natureza investigadora, aventureira. Mas esses pequenos também têm, é claro, uma percepção limitada sobre o ambiente onde estão e os potenciais perigos que ali se encontram, o que favorece os acidentes.
O corpo possui um sistema de defesa contra agentes causadores de doenças, como vírus, bactérias e fungos. Ao nascer, o bebê é protegido contra as infecções pela imunidade inata, um sistema que protege o corpo de uma forma genérica. À medida que cresce, a criança desenvolve a imunidade adquirida, um sistema de defesa mais complexo, capaz de produzir vários tipos de anticorpos, células e mecanismos de proteção mais específicos.A imunidade adquirida se fortalece sempre que o corpo entra em contato com um micro-organismo diferente. Desta forma, o sistema imunológico aprende a identificar as características de cada agente invasor e a criar anticorpos específicos contra esses microrganismos. Em geral, o sistema imunológico da criança já está bem desenvolvido por volta dos sete anos¹.
Quando nasce, o bebê ainda possui o sistema imunológico muito imaturo. O leite materno, além de ser uma excelente fonte de nutrientes, ajuda a proteger os pequenos contra infecções, já que por meio da amamentação, eles recebem os anticorpos que a mãe produziu ao longo de sua vida¹. O colostro, primeiro leite produzido no pós-parto, oferece todos os nutrientes necessários que o bebê precisa, além de proteger contra infecções respiratórias, diarreias, alergias, otites e outras doenças na infância. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os bebês recebam exclusivamente o leite materno até os seis meses de idade².

Muito se fala sobre os benefícios da amamentação para a saúde do bebê e da própria mãe. Realmente, as mamadas estimulam o sistema imunológico da criança, diminuindo o risco de doenças importantes, como pneumonia, otites, alergias, desnutrição e problemas gastrointestinais. O ato de mamar também estimula as funções de mastigação, deglutição, respiração e articulação dos sons da fala¹. Mas os benefícios não param por aí. Há, também, um forte aspecto afetivo envolvido no aleitamento materno, que proporciona ao bebê uma experiência carregada de segurança emocional.

Quando o assunto é imunidade infantil, dormir bem é tão importante quanto alimentar-se de forma equilibrada e praticar atividades físicas compatíveis com a idade. É durante o descanso que o corpo libera o hormônio do crescimento e o cérebro assimila tudo aquilo que a criança vivenciou durante o dia, favorecendo o aprendizado e a memória.

Entre os fatores que podem interferir na imunidade das crianças, como o sono adequado (veja mais aqui) ou a prática de exercícios físicos, a alimentação ocupa um lugar de destaque. O que seu filho come pode influenciar na saúde dele, nos riscos de adoecer e também na velocidade com que ele se recupera. Afinal, o sistema imunológico depende de minerais variados, vitaminas e aminoácidos para funcionar adequadamente e fortalecer as defesas do corpo contra os micro-organismos invasores.

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