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Saúde e Proteção

Aleitamento materno: a força dos anticorpos

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Saúde e Proteção
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Quando nasce, o bebê ainda possui o sistema imunológico muito imaturo. O leite materno, além de ser uma excelente fonte de nutrientes, ajuda a proteger os pequenos contra infecções, já que por meio da amamentação, eles recebem os anticorpos que a mãe produziu ao longo de sua vida¹. O colostro, primeiro leite produzido no pós-parto, oferece todos os nutrientes necessários que o bebê precisa, além de proteger contra infecções respiratórias, diarreias, alergias, otites e outras doenças na infância. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os bebês recebam exclusivamente o leite materno até os seis meses de idade².

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Durante esse período, nem mesmo água, sucos ou sopinhas devem ser ingeridos pela criança. E não existe essa história de leite fraco ou aguado. O leite materno contém água suficiente para manter o bebê hidratado e todos os nutrientes que contribuem para o crescimento saudável e desenvolvimento adequado da criança³

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A introdução precoce de complementos alimentares também deve ser evitada para que o bebê não rejeite o leite materno. A redução do aleitamento interfere na transferência dos anticorpos da mãe para a criança. Esses complementos podem ainda causar alterações no sistema imunológico, favorecendo o aparecimento de alergias.
A partir dos seis meses, a amamentação deve ser complementada com alimentos variados até os dois anos de idade. Enquanto a criança ainda mama, ela pode ingerir cereais, tubérculos, carnes, verduras, frutas e legumes de forma progressiva até chegar ao ritmo alimentar do restante da família4.

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No Brasil, muitos pais têm o costume de dar leite de vaca integral muito precocemente aos bebês, normalmente, logo após o desmame. Essa prática não é recomendada, já que essa substituição leva ao consumo excessivo de proteínas e gorduras, associado ao desenvolvimento de doenças crônicas no futuro, como obesidade e diabetes4.

Referências:
 
1 SOARES, Rita de Cássio e outros. Imunidade conferida pelo leite materno. Anais IV SIMPAC 4 2012 205
Revista Científica Univiçosa - Volume 3 - n. 1 - Viçosa-MG - jan. - dez. 2013 - p. 205-210

2 World Health Organization. Infant and young child feeding. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/infant-and-young-child-feeding [Acesso em novembro 2020]

3 SBP. Pediatria para famílias. A importância do aleitamento materno. Disponível em: https://bit.ly/38msYoy [Acesso em novembro 2020]

4 SBP. Manual de orientação para a alimentação do lactente, do pré-escolar, do escolar, do adolescente e na escola/Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia, 3ª. ed. Rio de Janeiro, RJ: SBP, 2012. 148 p.
Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/pdfs/14617a-PDManualNutrologia-Alimentacao.pdf [Acesso em novembro 2020]

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Então, vale a reflexão: como equilibrar a necessidade de autonomia das crianças com o risco de exposição a situações de risco? Em primeiro lugar, é importante lembrar que o ambiente precisa estar preparado para a chegada de uma criança com curiosidade aguçada e natureza investigadora, aventureira. Mas esses pequenos também têm, é claro, uma percepção limitada sobre o ambiente onde estão e os potenciais perigos que ali se encontram, o que favorece os acidentes.

O corpo possui um sistema de defesa contra agentes causadores de doenças, como vírus, bactérias e fungos. Ao nascer, o bebê é protegido contra as infecções pela imunidade inata, um sistema que protege o corpo de uma forma genérica. À medida que cresce, a criança desenvolve a imunidade adquirida, um sistema de defesa mais complexo, capaz de produzir vários tipos de anticorpos, células e mecanismos de proteção mais específicos.
A imunidade adquirida se fortalece sempre que o corpo entra em contato com um micro-organismo diferente. Desta forma, o sistema imunológico aprende a identificar as características de cada agente invasor e a criar anticorpos específicos contra esses microrganismos. Em geral, o sistema imunológico da criança já está bem desenvolvido por volta dos sete anos¹.

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