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Vacinação

Enfermidades que provocam lesões na pele são comuns na infância. A maioria delas tem origem infecciosa, como é o caso da catapora (varicela). Provocada pelo vírus Varicela Zoster, essa doença, altamente contagiosa, acomete, em geral, crianças entre dois e oito anos, principalmente no final do inverno e durante a primavera.Os sintomas iniciais da catapora se assemelham aos de um resfriado: febre, coriza e tosse. Até que aparecem pequenas manchas avermelhadas no tronco, que progridem para a face e extremidades do corpo, provocando muita coceira. Com o tempo, as lesões formam bolinhas vermelhas (pápulas), que evoluem para pequenas bolhas (vesículas) e, depois se rompem e criam crostas. Uma das particularidades da doença é a existência de lesões em diferentes fases, de modo simultâneo. Ou seja: o paciente pode apresentar, ao mesmo tempo, pápulas, bolhas e crostas1.
Devido ao recente aumento de casos de sarampo, principalmente na região Norte do país, a doença volta a colocar em risco a saúde das crianças brasileiras. Desde 2016 o Brasil era considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um território livre de sarampo1. A partir de um surto na Venezuela, próximo à fronteira com o Brasil, esta enfermidade altamente contagiosa voltou a circular no território nacional2. Imunizar as crianças com a vacina tríplice viral é a melhor forma de combater esta ameaça. Além de prevenir o sarampo, ela oferece proteção também contra a caxumba e a rubéola.Uma pesquisa do IBOPE Conecta3 mostra que a maioria dos pais conhece a tríplice viral. Inclusive, ela encabeça a lista das vacinas mais lembradas que demandam doses de reforço. Apesar disso, as taxas de imunização com a tríplice viral vêm caindo nos últimos anos, como revelam os dados do Ministério da Saúde.
Nos primeiros três anos de vida, a maioria das crianças apresenta pelo menos um episódio de otite média aguda, uma inflamação na mucosa que reveste a região mediana do ouvido. Um dos principais sintomas é a dor intensa, trazendo grande desconforto para os bebês. A enfermidade pode causar, ainda, febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas e vômito. O uso de antibiótico pode ser necessário no tratamento, a depender da idade e dos sinais e sintomas muitas vezes1. A imaturidade do sistema imunológico das crianças menores e as características anatômicas do ouvido infantil ajudam a explicar porque a otite média é mais comum nessa faixa etária.  Na comparação com os adultos, a tuba auditiva das crianças é mais curta e horizontalizada em relação ao nariz e ao ouvido.  Essa posição favorece um acúmulo maior de secreções na região mediana do ouvido, transformando o local em um ambiente propício para a proliferação de micro-organismos.

No Brasil, a pneumonia é uma das doenças respiratórias mais comuns, provocando milhares de internações e mortes a cada ano, especialmente nas crianças mais novas, de acordo com dados do Ministério da Saúde.  Mas, embora bactérias, vírus e fungos possam provocar a doença, três em cada 10 casos estão relacionados a uma bactéria específica: o pneumococo¹.
 
A boa notícia é que é possível imunizar as crianças contra os principais tipos de pneumococo por meio das vacinas pneumocócicas conjugadas. Você já ouviu falar sobre elas?  A indicação aparece na caderneta de vacinação do seu filho, pode conferir. Apesar disso, apenas 33% dos pais brasileiros sabem que é possível vacinar os filhos contra alguns tipos de pneumonia, segundo uma pesquisa recente feita pelo IBOPE Conecta em todas as regiões do País².

Mais de 20 doenças infectocontagiosas podem ser prevenidas por meio da vacinação na infância. Difteria, tétano e coqueluche estão entre elas. Essas três enfermidades são provocadas por diferentes bactérias e podem ser evitadas por meio de uma vacina combinada conhecida como tríplice bacteriana.

A proteção contra as três doenças está disponível tanto na rede particular quanto nos postos de saúde. Mas existem algumas diferenças entre as duas opções. Embora ofereçam o mesmo espectro de proteção, ambas apresentam constituições diferentes.

Nos postos de saúde as crianças são imunizadas com a DTP. Trata-se de uma vacina que utiliza a bactéria Bordetella pertussis, causadora da coqueluche, de forma integral. Por isso é conhecida como vacina de células inteiras. O serviço privado de imunização oferece a DTP acelular, uma vacina desenvolvida apenas com os fragmentos da bactéria que estimulam a produção de anticorpos. 

A poliomielite foi um grande problema de saúde pública mundial do século 20, quando provocou grandes epidemias, acometendo principalmente crianças pequenas. Altamente contagiosa, a doença é transmitida pela ingestão de água e alimentos contaminados pelo poliovírus. Pessoas infectadas também contagiam outras ao expelir gotículas, quando falam, tossem ou espirram. No intestino, o micro-organismo se multiplica, podendo atingir o sistema nervoso, destruir os neurônios motores e paralisar os membros inferiores.

O desenvolvimento das vacinas permitiu a realização de grandes campanhas de imunização, que levaram à redução da poliomielite no mundo. Em 1988, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a iniciativa global de erradicação de poliomielite, que resultou na vacinação de 2,5 bilhões de crianças em 200 países. Em 1994, as Américas foram declaradas livres da poliomielite. O mesmo ocorreu com o Pacífico Oeste em 2000 e com o continente europeu em 2002.  Atualmente, a transmissão da doença persiste em três países: Afeganistão, Paquistão e Nigéria1.

Mito. O esquema primário de vacinação prevê a administração de um determinado número de doses, que variam de acordo com cada vacina, para estimular a produção de anticorpos contra uma doença. Com o passar do tempo, a quantidade de anticorpos pode cair, fazendo com que o organismo necessite de doses suplementares para restabelecer o nível original1. Por isso, se a criança não receber a dose de reforço poderá ter a resposta vacinal comprometida.

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