Enable JavaScript to visit this website.
Vacinação

Manchas na pele? Cuidado, pode ser catapora

Seção: 
Vacinação
Body top: 

Enfermidades que provocam lesões na pele são comuns na infância. A maioria delas tem origem infecciosa, como é o caso da catapora (varicela). Provocada pelo vírus Varicela Zoster, essa doença, altamente contagiosa, acomete, em geral, crianças entre dois e oito anos, principalmente no final do inverno e durante a primavera.

Os sintomas iniciais da catapora se assemelham aos de um resfriado: febre, coriza e tosse. Até que aparecem pequenas manchas avermelhadas no tronco, que progridem para a face e extremidades do corpo, provocando muita coceira. Com o tempo, as lesões formam bolinhas vermelhas (pápulas), que evoluem para pequenas bolhas (vesículas) e, depois se rompem e criam crostas. Uma das particularidades da doença é a existência de lesões em diferentes fases, de modo simultâneo. Ou seja: o paciente pode apresentar, ao mesmo tempo, pápulas, bolhas e crostas1.

Content image: 
Text overlapping image: 

A transmissão da catapora ocorre pelo contato com as lesões do doente ou com as gotículas que ele expele no ar, ao falar, tossir ou espirrar. O maior risco de contágio ocorre 48 horas antes do surgimento dos sintomas e persiste até cinco dias após a erupção das bolhas ou até que as lesões estejam todas em fase de crosta. Ambientes fechados, como creches, pré-escolas e escolas são propícios para a disseminação do vírus2.

Body text below image: 

Embora não exista tratamento específico para a catapora, o médico pode prescrever medicamentos como os analgésicos para aliviar os sintomas. A recuperação demanda de sete a dez dias e apesar de menos frequente, a catapora pode se manifestar de forma grave com complicações como lesões de pele severas e pneumonia, especialmente em crianças pequenas ou em pacientes com comprometimento da imunidade.

A catapora pode ser evitada por meio da vacinação. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda duas doses de vacina de varicela, com a primeira dose aos 12 meses de idade e a segunda dose aos 15 meses de idade. A vacina de varicela pode ser dada tanto isoladamente quanto na forma combinada com Sarampo, Caxumba e Rubéola, na chamada tetra viral.

Já o Calendário do Programa Nacional de Imunizações oferece a vacina tetra viral aos 15 meses, com um reforço da vacina de varicela feito aos 4 anos de idade.  
 
Referências:

1.    SILVA, JOSENILSON ANTÔNIO e outros. Abordagem Diagnóstica das Doenças Exantemáticas na Infância. Rev Med Saude Brasilia 2012; 1(1):10‐9.
2.    BRASIL, 2007. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Guia de Vigilância Epidemiológica.6. ed. Brasília, 2007.
3.    Varicella Zoster Virus Infection - Red Book (2018): Report of the Committee on Infectious Diseases, 31st Edition 2018: 869-883.

Matérias
Relacionadas

No Brasil, todas as vacinas oferecidas pelos postos de saúde e pelas clínicas particulares de vacinação são aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após um rigoroso processo que avalia a eficácia e a segurança desses produtos. Mas existem algumas diferenças em relação à cobertura oferecida por essas vacinas e ao esquema vacinal adotado em cada uma das redes.

Em primeiro lugar, é importante lembrar que o Brasil conta com um dos melhores programas de vacinação do mundo. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) existe há mais de 40 anos e oferece gratuitamente, por meio dos postos de saúde, as vacinas que evitam as doenças mais comuns na população, nas faixas etárias com maior risco de adoecer e de apresentar complicações. Essas vacinas são as mais importantes do ponto de vista da saúde pública, quando pensamos na sociedade como um todo.

Já as clínicas particulares oferecem as vacinas indicadas pelas sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), com foco na proteção individual de cada criança. Os calendários dessas sociedades podem contemplar vacinas com formulações diferentes das oferecidas nos postos de saúde e adotar esquemas vacinais distintos dos estabelecidos pelo PNI.  São, portanto, estratégias diferentes e igualmente importantes, que se complementam.

Devido ao recente aumento de casos de sarampo, principalmente na região Norte do país, a doença volta a colocar em risco a saúde das crianças brasileiras. Desde 2016 o Brasil era considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um território livre de sarampo1. A partir de um surto na Venezuela, próximo à fronteira com o Brasil, esta enfermidade altamente contagiosa voltou a circular no território nacional2. Imunizar as crianças com a vacina tríplice viral é a melhor forma de combater esta ameaça. Além de prevenir o sarampo, ela oferece proteção também contra a caxumba e a rubéola.

Uma pesquisa do IBOPE Conecta3 mostra que a maioria dos pais conhece a tríplice viral. Inclusive, ela encabeça a lista das vacinas mais lembradas que demandam doses de reforço. Apesar disso, as taxas de imunização com a tríplice viral vêm caindo nos últimos anos, como revelam os dados do Ministério da Saúde.

Nos primeiros três anos de vida, a maioria das crianças apresenta pelo menos um episódio de otite média aguda, uma inflamação na mucosa que reveste a região mediana do ouvido. Um dos principais sintomas é a dor intensa, trazendo grande desconforto para os bebês. A enfermidade pode causar, ainda, febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas e vômito. O uso de antibiótico pode ser necessário no tratamento, a depender da idade e dos sinais e sintomas muitas vezes1.
 
A imaturidade do sistema imunológico das crianças menores e as características anatômicas do ouvido infantil ajudam a explicar porque a otite média é mais comum nessa faixa etária.  Na comparação com os adultos, a tuba auditiva das crianças é mais curta e horizontalizada em relação ao nariz e ao ouvido.  Essa posição favorece um acúmulo maior de secreções na região mediana do ouvido, transformando o local em um ambiente propício para a proliferação de micro-organismos.

A tosse pode ser um sintoma de diferentes enfermidades. Quadros mais arrastados e persistentes, merecem uma atenção especial e devem ser conduzidos pelos pediatras para investigação da origem e direcionamento do tratamento1.
 
Em primeiro lugar, é importante que os pais estejam atentos às características da tosse que a criança apresenta. Por exemplo, se a tosse é seca ou produtiva – ou seja, acompanhada de secreção clara, fluida ou espessa². Outras informações importantes são os horários nos quais a tosse costuma surgir³, bem como a sua intensidade: se é fraca ou forte, intermitente ou contínua, se tem algum fator desencadeante, como o contato com poeira ou cheiros fortes e se ocorre juntamente com outros sintomas, como chiado, vômito, dor de cabeça e desmaio4. A identificação desse conjunto de características pode contribuir para o diagnóstico.

Matérias
Relacionadas

No Brasil, todas as vacinas oferecidas pelos postos de saúde e pelas clínicas particulares de vacinação são aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após um rigoroso processo que avalia a eficácia e a segurança desses produtos. Mas existem algumas diferenças em relação à cobertura oferecida por essas vacinas e ao esquema vacinal adotado em cada uma das redes.

Em primeiro lugar, é importante lembrar que o Brasil conta com um dos melhores programas de vacinação do mundo. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) existe há mais de 40 anos e oferece gratuitamente, por meio dos postos de saúde, as vacinas que evitam as doenças mais comuns na população, nas faixas etárias com maior risco de adoecer e de apresentar complicações. Essas vacinas são as mais importantes do ponto de vista da saúde pública, quando pensamos na sociedade como um todo.

Já as clínicas particulares oferecem as vacinas indicadas pelas sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), com foco na proteção individual de cada criança. Os calendários dessas sociedades podem contemplar vacinas com formulações diferentes das oferecidas nos postos de saúde e adotar esquemas vacinais distintos dos estabelecidos pelo PNI.  São, portanto, estratégias diferentes e igualmente importantes, que se complementam.

Devido ao recente aumento de casos de sarampo, principalmente na região Norte do país, a doença volta a colocar em risco a saúde das crianças brasileiras. Desde 2016 o Brasil era considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um território livre de sarampo1. A partir de um surto na Venezuela, próximo à fronteira com o Brasil, esta enfermidade altamente contagiosa voltou a circular no território nacional2. Imunizar as crianças com a vacina tríplice viral é a melhor forma de combater esta ameaça. Além de prevenir o sarampo, ela oferece proteção também contra a caxumba e a rubéola.

Uma pesquisa do IBOPE Conecta3 mostra que a maioria dos pais conhece a tríplice viral. Inclusive, ela encabeça a lista das vacinas mais lembradas que demandam doses de reforço. Apesar disso, as taxas de imunização com a tríplice viral vêm caindo nos últimos anos, como revelam os dados do Ministério da Saúde.

Nos primeiros três anos de vida, a maioria das crianças apresenta pelo menos um episódio de otite média aguda, uma inflamação na mucosa que reveste a região mediana do ouvido. Um dos principais sintomas é a dor intensa, trazendo grande desconforto para os bebês. A enfermidade pode causar, ainda, febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas e vômito. O uso de antibiótico pode ser necessário no tratamento, a depender da idade e dos sinais e sintomas muitas vezes1.
 
A imaturidade do sistema imunológico das crianças menores e as características anatômicas do ouvido infantil ajudam a explicar porque a otite média é mais comum nessa faixa etária.  Na comparação com os adultos, a tuba auditiva das crianças é mais curta e horizontalizada em relação ao nariz e ao ouvido.  Essa posição favorece um acúmulo maior de secreções na região mediana do ouvido, transformando o local em um ambiente propício para a proliferação de micro-organismos.

A tosse pode ser um sintoma de diferentes enfermidades. Quadros mais arrastados e persistentes, merecem uma atenção especial e devem ser conduzidos pelos pediatras para investigação da origem e direcionamento do tratamento1.
 
Em primeiro lugar, é importante que os pais estejam atentos às características da tosse que a criança apresenta. Por exemplo, se a tosse é seca ou produtiva – ou seja, acompanhada de secreção clara, fluida ou espessa². Outras informações importantes são os horários nos quais a tosse costuma surgir³, bem como a sua intensidade: se é fraca ou forte, intermitente ou contínua, se tem algum fator desencadeante, como o contato com poeira ou cheiros fortes e se ocorre juntamente com outros sintomas, como chiado, vômito, dor de cabeça e desmaio4. A identificação desse conjunto de características pode contribuir para o diagnóstico.

siga-nos