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Vacinação

Andar descalço e tomar chuva e sereno podem causar pneumonia?

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Vacinação
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Mito. Proteger as crianças da chuva e do sereno para evitar a pneumonia e outras doenças infectocontagiosas é um dos conselhos mais ouvidos pelos pais. Inclusive, uma pesquisa recente realizada pelo IBOPE Conecta1 revela que seis a cada dez pais têm a falsa percepção de que esses são os fatores que mais expõem as crianças às infecções.

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Na verdade, a pneumonia é causada por vírus, fungos ou bactérias. Essa infecção respiratória acomete em especial as crianças menores de cinco anos, que possuem o sistema imune em desenvolvimento. Depois da meningite, a pneumonia é a enfermidade mais temida pelos pais, segundo a pesquisa do IBOPE.

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O agente causador da pneumonia pode variar conforme a idade. De modo geral, os quadros de origem viral são os mais frequentes e mais leves. Aquelas causadas por bactérias são associadas aos casos mais graves. Vale lembrar que o resfriado, a gripe e outras doenças respiratórias virais facilitam a infecção por bactérias.  Por vezes, a pneumonia bacteriana aparece como uma complicação da gripe2.

A vacinação pode prevenir alguns tipos de pneumonia, como a provocada pelo pneumococo. Existem dois tipos de vacinas contra a pneumonia pneumocócica: a 10-valente, que protege contra dez sorotipos do pneumococo, e a 13-valente, que previne 13 sorotipos desta bactéria. A primeira está disponível nos postos de saúde. Já a segunda pode ser encontrada nos serviços particulares de imunização (saiba mais aqui sobre as opções de vacinas contra pneumonia).

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda ainda a vacinação anual contra a gripe em crianças a partir de seis meses de idade. Até os nove anos, as crianças que forem ser imunizadas pela primeira vez devem receber duas doses, com um intervalo de um mês entre cada uma (veja mais sobre a vacinação contra a gripe e a pneumonia aqui).

Referências:

1.    Pesquisa “Doenças infectocontagiosas nos dois primeiros anos de vida: mitos e temores dos pais”. IBOPE Conecta. 2018

2.    Diavatopoulos D. and others. Influenza A virus facilitates Streptococcus pneumoniae transmission and disease; The Faseb Journal; 2010.

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No Brasil, todas as vacinas oferecidas pelos postos de saúde e pelas clínicas particulares de vacinação são aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após um rigoroso processo que avalia a eficácia e a segurança desses produtos. Mas existem algumas diferenças em relação à cobertura oferecida por essas vacinas e ao esquema vacinal adotado em cada uma das redes.

Em primeiro lugar, é importante lembrar que o Brasil conta com um dos melhores programas de vacinação do mundo. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) existe há mais de 40 anos e oferece gratuitamente, por meio dos postos de saúde, as vacinas que evitam as doenças mais comuns na população, nas faixas etárias com maior risco de adoecer e de apresentar complicações. Essas vacinas são as mais importantes do ponto de vista da saúde pública, quando pensamos na sociedade como um todo.

Já as clínicas particulares oferecem as vacinas indicadas pelas sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), com foco na proteção individual de cada criança. Os calendários dessas sociedades podem contemplar vacinas com formulações diferentes das oferecidas nos postos de saúde e adotar esquemas vacinais distintos dos estabelecidos pelo PNI.  São, portanto, estratégias diferentes e igualmente importantes, que se complementam.

Enfermidades que provocam lesões na pele são comuns na infância. A maioria delas tem origem infecciosa, como é o caso da catapora (varicela). Provocada pelo vírus Varicela Zoster, essa doença, altamente contagiosa, acomete, em geral, crianças entre dois e oito anos, principalmente no final do inverno e durante a primavera.

Os sintomas iniciais da catapora se assemelham aos de um resfriado: febre, coriza e tosse. Até que aparecem pequenas manchas avermelhadas no tronco, que progridem para a face e extremidades do corpo, provocando muita coceira. Com o tempo, as lesões formam bolinhas vermelhas (pápulas), que evoluem para pequenas bolhas (vesículas) e, depois se rompem e criam crostas. Uma das particularidades da doença é a existência de lesões em diferentes fases, de modo simultâneo. Ou seja: o paciente pode apresentar, ao mesmo tempo, pápulas, bolhas e crostas1.

Devido ao recente aumento de casos de sarampo, principalmente na região Norte do país, a doença volta a colocar em risco a saúde das crianças brasileiras. Desde 2016 o Brasil era considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um território livre de sarampo1. A partir de um surto na Venezuela, próximo à fronteira com o Brasil, esta enfermidade altamente contagiosa voltou a circular no território nacional2. Imunizar as crianças com a vacina tríplice viral é a melhor forma de combater esta ameaça. Além de prevenir o sarampo, ela oferece proteção também contra a caxumba e a rubéola.

Uma pesquisa do IBOPE Conecta3 mostra que a maioria dos pais conhece a tríplice viral. Inclusive, ela encabeça a lista das vacinas mais lembradas que demandam doses de reforço. Apesar disso, as taxas de imunização com a tríplice viral vêm caindo nos últimos anos, como revelam os dados do Ministério da Saúde.

Nos primeiros três anos de vida, a maioria das crianças apresenta pelo menos um episódio de otite média aguda, uma inflamação na mucosa que reveste a região mediana do ouvido. Um dos principais sintomas é a dor intensa, trazendo grande desconforto para os bebês. A enfermidade pode causar, ainda, febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas e vômito. O uso de antibiótico pode ser necessário no tratamento, a depender da idade e dos sinais e sintomas muitas vezes1.
 
A imaturidade do sistema imunológico das crianças menores e as características anatômicas do ouvido infantil ajudam a explicar porque a otite média é mais comum nessa faixa etária.  Na comparação com os adultos, a tuba auditiva das crianças é mais curta e horizontalizada em relação ao nariz e ao ouvido.  Essa posição favorece um acúmulo maior de secreções na região mediana do ouvido, transformando o local em um ambiente propício para a proliferação de micro-organismos.

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Devido ao recente aumento de casos de sarampo, principalmente na região Norte do país, a doença volta a colocar em risco a saúde das crianças brasileiras. Desde 2016 o Brasil era considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um território livre de sarampo1. A partir de um surto na Venezuela, próximo à fronteira com o Brasil, esta enfermidade altamente contagiosa voltou a circular no território nacional2. Imunizar as crianças com a vacina tríplice viral é a melhor forma de combater esta ameaça. Além de prevenir o sarampo, ela oferece proteção também contra a caxumba e a rubéola.

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