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Vacinação

Vacinação: postos e clínicas particulares, o que muda?

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Vacinação
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No Brasil, todas as vacinas oferecidas pelos postos de saúde e pelas clínicas particulares de vacinação são aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após um rigoroso processo que avalia a eficácia e a segurança desses produtos. Mas existem algumas diferenças em relação à cobertura oferecida por essas vacinas e ao esquema vacinal adotado em cada uma das redes.

Em primeiro lugar, é importante lembrar que o Brasil conta com um dos melhores programas de vacinação do mundo. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) existe há mais de 40 anos e oferece gratuitamente, por meio dos postos de saúde, as vacinas que evitam as doenças mais comuns na população, nas faixas etárias com maior risco de adoecer e de apresentar complicações. Essas vacinas são as mais importantes do ponto de vista da saúde pública, quando pensamos na sociedade como um todo.

Já as clínicas particulares oferecem as vacinas indicadas pelas sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), com foco na proteção individual de cada criança. Os calendários dessas sociedades podem contemplar vacinas com formulações diferentes das oferecidas nos postos de saúde e adotar esquemas vacinais distintos dos estabelecidos pelo PNI.  São, portanto, estratégias diferentes e igualmente importantes, que se complementam.

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Como as vacinas oferecidas pelos postos estão voltadas aos grupos populacionais de maior risco para cada doença, as faixas etárias contempladas nas indicações podem ser mais restritas. É o que ocorre com a vacina contra a gripe, por exemplo. Nos postos de saúde, ela é oferecida para crianças de até 5 anos de idade. Nas clínicas privadas, contudo, é possível imunizar crianças de todas as idades. Em qualquer faixa etária, os pacientes com doenças crônicas podem ser vacinadas gratuitamente nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs). Confira as diferenças:

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Cobertura: Podem existir também variações na cobertura que as vacinas oferecem contra os diferentes tipos de uma mesma doença. Ainda no caso da gripe, nos postos de saúde as crianças podem ser protegidas com as vacinas trivalentes, que previnem contra três cepas do vírus. Já as clínicas oferecem as vacinas contra quatro cepas, as chamadas quadrivalentes. O espectro de proteção das vacinas pneumocócicas conjugadas (veja mais informações sobre elas aqui) também são diferentes: o PNI oferece a opção 10-valente, que imuniza contra 10 sorotipos da bactéria pneumococo, e na rede particular os pais podem encontrar a 13-valente, para a prevenção de 13 sorotipos. O mesmo ocorre com as vacinas contra meningite meningocócica. Enquanto o PNI previne a meningite meningocócica tipo C, que é mais prevalente no Brasil, a rede particular oferece uma vacina contra os sorogrupos A, C, W e Y e outra contra o tipo B.
 
Tecnologia: As vacinas também podem ser desenvolvidas com tecnologias diferentes. Há, por exemplo, opções combinadas, capazes de imunizar contra várias doenças de uma só vez, diminuindo o número de injeções. É o que ocorre com as vacinas hexa, penta, tetravalente e tríplices. A disponibilidade deste tipo de vacina varia entre os postos de saúde e os serviços privados.

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Esquema vacinal: As variações entre as redes pública e privada incluem, também, diferenças relacionadas ao esquema vacinal adotado em cada uma. Nos postos de saúde, a proteção contra o a hepatite A é feita pela administração da vacina em dose única, enquanto que no serviço privado, a utilizam-se duas doses. Na proteção contra a bactéria Haemophilus Influenza tipo b (Hib), por exemplo, estão previstas três doses no PNI e, nas clínicas particulares, as crianças recebem também uma quarta dose, como reforço.

O importante é conhecer as opções de proteção que existem para sua família. Converse com o pediatra sobre a opção mais adequada para o seu filho, considerando também as particularidades dele e o seu histórico médico. Não perca a oportunidade de manter seu filho protegido!

Referência:

¹ SBIm. Calendário vacinal criança 2020/2021. Disponível em: https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-crianca.pdf [Acesso em novembro 2020]

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Quando o assunto é a carteirinha de vacinação das crianças, muitas vezes surge a dúvida: mas qual dos calendários eu devo seguir? De fato, os calendários apresentam algumas diferenças, no que diz respeito às enfermidades prevenidas e às vacinas recomendadas. O Calendário Nacional de Vacinação, formulado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, contempla as vacinas consideradas prioritárias do ponto de vista de saúde pública. Já o foco dos calendários das sociedades médicas, seguidos pelos serviços privados de imunização, é a proteção individual.

Crianças pequenas formam um dos grupos mais vulneráveis às doenças meningocócicas, que são causadas pela bactéria Neisseria meningitidis, ou meningococo. Entre essas enfermidades destaca-se a meningite, infecção que ataca as membranas (meninges) que envolvem o cérebro, a medula espinhal e outras regiões do sistema nervoso central.
 
A meningite meningocócica é muito preocupante porque pode progredir de forma rápida, apresentar mortalidade elevada e deixar sequelas importantes, como perda auditiva, alterações neurológicas irreversíveis e lesões cutâneas graves, que podem comprometer os membros. O meningococo pode penetrar na corrente sanguínea, provocando infecção generalizada, a meningococcemia1.

No Brasil, a pneumonia é uma das doenças respiratórias mais comuns, provocando milhares de internações e mortes a cada ano, especialmente nas crianças mais novas, de acordo com dados do Ministério da Saúde.  Mas, embora bactérias, vírus e fungos possam provocar a doença, três em cada 10 casos estão relacionados a uma bactéria específica: o pneumococo¹.
 
A boa notícia é que é possível imunizar as crianças contra os principais tipos de pneumococo por meio das vacinas pneumocócicas conjugadas. Você já ouviu falar sobre elas?  A indicação aparece na caderneta de vacinação do seu filho, pode conferir. Apesar disso, apenas 33% dos pais brasileiros sabem que é possível vacinar os filhos contra alguns tipos de pneumonia, segundo uma pesquisa recente feita pelo IBOPE Conecta em todas as regiões do País².

Mais de 20 doenças infectocontagiosas podem ser prevenidas por meio da vacinação na infância. Difteria, tétano e coqueluche estão entre elas. Essas três enfermidades são provocadas por diferentes bactérias e podem ser evitadas por meio de uma vacina combinada conhecida como tríplice bacteriana.

A proteção contra as três doenças está disponível tanto na rede particular quanto nos postos de saúde. Mas existem algumas diferenças entre as duas opções. Embora ofereçam o mesmo espectro de proteção, ambas apresentam constituições diferentes.

Nos postos de saúde as crianças são imunizadas com a DTP. Trata-se de uma vacina que utiliza a bactéria Bordetella pertussis, causadora da coqueluche, de forma integral. Por isso é conhecida como vacina de células inteiras. O serviço privado de imunização oferece a DTP acelular, uma vacina desenvolvida apenas com os fragmentos da bactéria que estimulam a produção de anticorpos. 

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