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Vacinação

Coqueluche: fique de olho na tosse

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Vacinação
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A tosse pode ser um sintoma de diferentes enfermidades. Quadros mais arrastados e persistentes, merecem uma atenção especial e devem ser conduzidos pelos pediatras para investigação da origem e direcionamento do tratamento1.
 
Em primeiro lugar, é importante que os pais estejam atentos às características da tosse que a criança apresenta. Por exemplo, se a tosse é seca ou produtiva – ou seja, acompanhada de secreção clara, fluida ou espessa². Outras informações importantes são os horários nos quais a tosse costuma surgir³, bem como a sua intensidade: se é fraca ou forte, intermitente ou contínua, se tem algum fator desencadeante, como o contato com poeira ou cheiros fortes e se ocorre juntamente com outros sintomas, como chiado, vômito, dor de cabeça e desmaio4. A identificação desse conjunto de características pode contribuir para o diagnóstico.

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Coqueluche
Acessos de tosse seca e repetitiva, que resultam em guinchos e falta de ar, são sintomas clássicos da coqueluche, uma enfermidade infectocontagiosa que compromete o aparelho respiratório, principalmente a traqueia e os brônquios. Normalmente acomete, com maior gravidade, crianças menores de um ano, que ainda não completaram o esquema primário de vacinação.

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Por terem as vias aéreas de menor calibre e o sistema imunológico imaturo, os bebês correm mais riscos de desenvolver complicações, como pneumonia e insuficiência respiratória, que são frequentemente responsáveis por hospitalizações e até mesmo morte em alguns casos.

Transmissão e prevenção
A coqueluche é transmitida por gotículas de saliva expelidas quando a pessoa que teve contato com a Bordetella pertussis, bactéria causadora da doença, tosse ou espirra. Em geral, os bebês acometidos pela coqueluche são infectados pelas pessoas com as quais convive, como a mãe, o pai, os irmãos mais velhos e outros familiares.
 
A transmissão pode ocorrer porque os indivíduos adultos, muitas vezes, são portadores da doença e desconhecem essa condição. Após o período da infância, a coqueluche não costuma provocar mais os sintomas clássicos. Por isso, muitas vezes a doença é confundida com outras enfermidades respiratórias.
 
Para proteger os bebês pequenos, que são os mais acometidos, o Ministério da Saúde oferece a vacina tríplice bacteriana, contra difteria, tétano e coqueluche, para as gestantes a partir da 20ª semana. As mães vacinadas, produzem anticorpos que passam para os bebês e irão protegê-los até que eles tenham idade suficiente para serem vacinados.

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As sociedades médicas recomendam que, além das crianças e da mãe, também sejam vacinadas todas as pessoas que possam conviver com os bebês (veja mais informações sobre as vacinas tríplice bacteriana aqui).
 
Referências:
 
1. HOLMES RL, FADDEN CT. Evaluation of the patient with chronic cough. Am Fam Physician.2004; 69(9):2159-66.
2. SWEETMAN SC. ed. MARTINDALE The Complete Drug Reference. 37th ed. London, The Pharmaceutical Press, 2011.
3. . PRAY WS. Nonprescription Product Therapeutics, 2nd ed. Philadelphia, Lippincott Williams & Wilkins, 2006
4. MIYAKe, Mônica e outros. Tosse na infância, Revista de Pediatria Moderna, edição julho/agosto de 2004, volume 40, n• 4, 137-144.  
5. SPSP. Recomendações Sociedade de Pediatria de São Paulo. Atualização de Condutas em Pediatria Departamentos Científicos SPSP - Gestão 2013-2016 nº71. Acesso em: 30/09/2020. https://www.spsp.org.br/site/asp/recomendacoes/Rec_71_Infecto.pdf

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Quando o assunto é a carteirinha de vacinação das crianças, muitas vezes surge a dúvida: mas qual dos calendários eu devo seguir? De fato, os calendários apresentam algumas diferenças, no que diz respeito às enfermidades prevenidas e às vacinas recomendadas. O Calendário Nacional de Vacinação, formulado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, contempla as vacinas consideradas prioritárias do ponto de vista de saúde pública. Já o foco dos calendários das sociedades médicas, seguidos pelos serviços privados de imunização, é a proteção individual.

Crianças pequenas formam um dos grupos mais vulneráveis às doenças meningocócicas, que são causadas pela bactéria Neisseria meningitidis, ou meningococo. Entre essas enfermidades destaca-se a meningite, infecção que ataca as membranas (meninges) que envolvem o cérebro, a medula espinhal e outras regiões do sistema nervoso central.
 
A meningite meningocócica é muito preocupante porque pode progredir de forma rápida, apresentar mortalidade elevada e deixar sequelas importantes, como perda auditiva, alterações neurológicas irreversíveis e lesões cutâneas graves, que podem comprometer os membros. O meningococo pode penetrar na corrente sanguínea, provocando infecção generalizada, a meningococcemia1.

No Brasil, a pneumonia é uma das doenças respiratórias mais comuns, provocando milhares de internações e mortes a cada ano, especialmente nas crianças mais novas, de acordo com dados do Ministério da Saúde.  Mas, embora bactérias, vírus e fungos possam provocar a doença, três em cada 10 casos estão relacionados a uma bactéria específica: o pneumococo¹.
 
A boa notícia é que é possível imunizar as crianças contra os principais tipos de pneumococo por meio das vacinas pneumocócicas conjugadas. Você já ouviu falar sobre elas?  A indicação aparece na caderneta de vacinação do seu filho, pode conferir. Apesar disso, apenas 33% dos pais brasileiros sabem que é possível vacinar os filhos contra alguns tipos de pneumonia, segundo uma pesquisa recente feita pelo IBOPE Conecta em todas as regiões do País².

Mais de 20 doenças infectocontagiosas podem ser prevenidas por meio da vacinação na infância. Difteria, tétano e coqueluche estão entre elas. Essas três enfermidades são provocadas por diferentes bactérias e podem ser evitadas por meio de uma vacina combinada conhecida como tríplice bacteriana.

A proteção contra as três doenças está disponível tanto na rede particular quanto nos postos de saúde. Mas existem algumas diferenças entre as duas opções. Embora ofereçam o mesmo espectro de proteção, ambas apresentam constituições diferentes.

Nos postos de saúde as crianças são imunizadas com a DTP. Trata-se de uma vacina que utiliza a bactéria Bordetella pertussis, causadora da coqueluche, de forma integral. Por isso é conhecida como vacina de células inteiras. O serviço privado de imunização oferece a DTP acelular, uma vacina desenvolvida apenas com os fragmentos da bactéria que estimulam a produção de anticorpos. 

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