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Febre e dor de cabeça. Pode ser meningite?

Febre e dor de cabeça. Pode ser meningite?

A meningite é uma infecção que leva a uma inflamação das meninges, as membranas que revestem o cérebro e a medula...

Febre e dor de cabeça. Pode ser meningite?

A meningite é uma infecção que leva a uma inflamação das meninges, as membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Trata-se da doença mais temida pelos pais dos bebês brasileiros de 0 a 2 anos, segundo uma pesquisa recente realizada pelo IBOPE Conecta em todas as regiões do País¹. Mas, apesar desse temor, será que as famílias estão atentas aos sintomas e às formas de prevenção contra essa doença?

Em primeiro lugar, vale destacar que as meningites podem ser provocadas por fungos, bactérias e vírus. Os casos de origem bacteriana, porém, são os mais preocupantes, pois apresentam progressão rápida, estão associados a uma mortalidade elevada e podem deixar sequelas importantes, como perda auditiva, alterações neurológicas irreversíveis e lesões cutâneas graves, com risco de amputações.  

Sintomas A doença costuma provocar febre alta, de difícil controle, além de vômitos em jato e dores de cabeça intensas e contínuas. A rigidez na nuca também é um sintoma sugestivo, mas deve ser avaliado com cuidado, quando a criança estiver sem febre. Isso porque o próprio quadro febril pode provocar essa manifestação. Mas, se a rigidez persistir quando a temperatura estiver normalizada, é preciso buscar auxílio médico o quanto antes. Em geral, nessas condições, as crianças sentem dificuldade para encostar o queixo no peito.

Confusão mental e sensibilidade à luz são outras manifestações que podem estar associadas às meningites. Quando a doença avança também podem aparecer manchas vermelhas pelo corpo. São manchas que não desaparecem quando pressionadas e indicam que a enfermidade está se alastrando rapidamente, provavelmente evoluindo para um quadro de infecção mais generalizada, ou septicemia, uma condição grave que está associada a taxas elevadas de mortalidade.

Diagnóstico e tratamento

Quanto mais novas as crianças, menos específicos são os sintomas. Os bebês, por exemplo, podem apresentar irritação, choro constante, sonolência excessiva, perda de apetite e inchaço na região da moleira. Assim, em casos suspeitos, além de avaliar os sinais clínicos, o médico poderá solicitar, se julgar pertinente, exames especiais, como a análise do líquido da espinha (líquor), um material que é colhido na região lombar da coluna ou na nuca.  

A partir da análise do exame de líquor, é possível presumir, ou mesmo identificar em alguns casos, o agente responsável pela doença. As meningites causadas por vírus costumam evoluir bem, a exemplo de outras viroses, geralmente sem a necessidade de hospitalização.  Já no caso das bactérias, é necessário que o paciente inicie o tratamento com antibióticos rapidamente. E, nesse cenário, duas bactérias merecem maior destaque: o meningococo e o pneumococo. Mas já é possível, por meio da vacinação, prevenir diferentes tipos de meningite bacteriana nas crianças (saiba mais aqui sobre as opções de vacinas contra a doença no Brasil).

Converse com o seu pediatra sobre as vacinas que protegem contra os diferentes tipos das bactérias que causam meningite. E fique de olho!

Referência:

1.    IBOPE Conecta. Doenças infectocontagiosas nos 2 primeiros anos de vida: mitos e temores das famílias brasileiras. Brasil: 2018.